Meus olhos que já não propagam em mim

Meus olhos que já não propagam em mim
Meus olhos que já não propagam em mim

sábado, 30 de julho de 2011

Realistas 2

Os que persistem já morreram,
Os que desistiram ainda vivem,
Os que insistem já se esqueceram,
Os que serenaram encontraram sua origem,

Assim como nós,
Entrevendo ao declive lenitivo todos nossos alvitres,
Propagando a sós,
Pois agora somos livres.

Pois a consciência é a coragem do impávido para encarar a verdade,
Pois a desistência é a aragem do ávido para se suportar na realidade,
Pois para nós abdicações são timbres,
Pois agora somos livres.

O limítrofe

-Nunca me amarei por isto me dano.
-Amor! Não te vales esta consternação, pois eu te amo!
-Desculpe-me, mas me dano, pois me odeio.
-Não se corte, pois incisará meu seio!

-Conjecturo-me um verme!
-Desprenda-se desta infâmia, és apenas a vida inerme.
-Desafogar-me-ei de meu sangue por leniência em meu leito!
 -Fenecer-me-ei junto a ti, pois tu vives em meu peito.

-Não encontro minha razão, apenas meu conceber neófito.
-Apenas discirna que tu és meu único real propósito.
-Sou um improfícuo, nunca lhe tragarei prosperidade.

-Basta me amar, e terei a felicidade culminante.
-Amaras um ignóbil com a aparência alarmante?
-Amar-te-ei perenemente, pois tu não tens deformidade!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Borderline

Seu beijo se constitui de salivas mornas e apáticas com seu hálito de hipocrisia, mas me beije!
Seu beijo se constitui de salivas ardentes e empáticas com seu hálito de candidez, mas me deixe!
Pois para eu concertar o mundo, devo me adaptar!
Para eu me adaptar, devo me concertar!
Para eu me concertar, devo fazer o mundo a mim se adaptar!
Para o mundo se adaptar, devo o mundo concertar!
Mas meu único amigo sou eu mesmo e a gente vive brigando!
Meu único inimigo sou eu mesmo e a gente vive se amando!

*I'm Border (;



quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mergulhado

Mergulhado em mim
Em uma submersão sem fim
Com meus pulmões alagados
E meus desejos extenuados

Ainda tento me encontrar
Para talvez me desafogar
Mas discirno melhor e estou em águas claras
Águas cálidas e límpidas que tão raras

Reluzidas por raios de prata
Em uma fulgura ingrata
Por mim, nadar veemente sem alcançar sua origem
Mas antes de minha vertigem

Enxergo uma lua
Que tão crua
Mas algo me insinua
Ser você que tão nua

De fato seu corpo me cintilava
Em mim, evidentemente eu não estava
Estava já perenemente afogado
Por na verdade em ti ter mergulhado









Escolha duas alternativas corretas, independente das quais lhe afeta...

() Não há mulher que não goste de romantismo, há apenas aquelas que nunca o conheceram.
() Não há mulher que goste de romantismo, há apenas aquelas que envelheceram
() Não há mulher que não goste de promiscuidade, há apenas aquelas que gostam de sua reputação
() Não há mulher que goste de promiscuidade, há apenas aquelas que a tratam como opção


Contradição


Olhar para o nada e tentar achar a explicação para o tudo
Olhar para o tudo e tentar achar a explicação para o nada
Olhar para a espada e tentar achar a explicação para o escudo
Olhar para o escudo e tentar achar explicação para a espada

É mergulhar ao fundo e tentar achar a estrada
É mergulhar na estrada e tentar perder o fundo
É perder o mundo e sorrir com uma face enfada
É chorar com uma face enfada ao conquistar o mundo

Esquizofrenia

Nas janelas, faces com as bocas atadas
Vozes escoriavam as paredes enfadas
Que logo gritavam em meu ouvido a suplicar minha morte
Que logo instigavam em alarido para me desenhar um corte

Cobri-me de tormento
Quando deparei um corpo macilento
Um corpo tão esplendoroso
A um caminhar tão vagaroso

Em mim aquela linda mulher já incidia
Mas logo percebi que ela não existia
Enfim uma perturbadora alucinação que me sorria

Preciso desatar está mão fria
Preciso evadir desta companhia
Preciso me curar desta esquizofrenia



Translúcido


Deparo meu reflexo me culpando... E em uma inércia me findo na esperança de minha respiração volve-lo translúcido.
Exalo meu complexo me exorando... E em uma impérvia me carpindo na herança de minha consternação volve-lo lúcido.

Victor!

Sabes-te que sou a sua inerente companhia?
Sabes-te que sou a sua fervente fantasia?
Sabes-te que sou o seu contemplar pela realidade?
Sabes-te que sou o seu execrar pela falsidade?

Nossos arqueares da sobrancelha estão sincronizados;
Nossos olhares na velocidade da luz estão sempre direcionados;
Nossos pensamentos estão sintonizados e irrefutáveis;
Nossas dispersões e conclusões não são hesitáveis;

Temos os mesmos hábitos;
Temos os mesmos choros em ácidos;
Temos a mesma desenvoltura;
Temos a mesma altura;

Cremos juntos na nossa insolúvel inépcia;
Cremos juntos na nossa insolúvel inércia;
Cremos juntos no nosso altruísmo carnal;
Cremos juntos no nosso altruísmo sentimental;

Ser-te-á a vida sempre inerme!
Odiar-te-á o sentido por acreditar em ser-te verme!
Enjoar-te-á a pele, assim inciso-te, sangro-te!
Amar-te-á o mesmo, assim suturo-te, curo-te!

Pois só eu posso! Eu que te encandeei desde mancebo!
Eu que até a adolescência te concedi meu placebo!
Pois só eu posso! Eu que me permaneço ao teu eixo em vacilo!
Eu que até as suas cãs te cogito prever um afagador asilo!

Concedo-te o teu lado mefistofélico
Concedo-te o teu lado célico
Concedo-te a nódoa do teu sangue impetuoso
Concedo-te a auréola do teu libertino viçoso

Tragamo-nos nossa auto-repugnância
Tragamo-nos nossa solúvel ânsia
Tragamo-nos nossa torrente lenitiva do chão avermelhado
Tragamo-nos nossa vertente hipocrisia do pão esfarelado

Victor! Eu sou o seu manto!
Victor! Eu sou o seu pranto!
Victor! Eu sou o seu esmo!
Victor! Eu sou tu mesmo!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

De repente

De repente é amor que tenho proferido,
De repente enxergo o alvorecer,
De repente o céu está a enternecer,
De repente meus passos fazem sentido,

De repente tenho minha planta viçosa,
De repente tenho minha ternura impetuosa,
De repente tenho minha razão esplendorosa,
De repente tenho minha felicidade infindamente vagarosa...

De repente eu posso sorrir,
De repente alguém em mim não para de eclodir,
De repente o que me corporifica não para de me esvair

De repente deslizo em uma escuma,
De repente se expurgou toda a bruma,
De repente o que me completa inerentemente é você, bruna!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Minha ternura


Na esperança de você me ouvir,
Grito seu nome até me esvair,
Pois você é a planta,
Que nasceu dentro de minha garganta,
Assim não paro de lhe proferir,
Pois você em mim, não para de eclodir,

- Amor te amo irredarguívelmente
Pois minha vida tu tens irrevogavelmente
Assim em mim estarás onde tu estiver... Irrefutavelmente

Anseio por ti, pois tu és minha cura
Anseio por ti, pois tu és minha ternura.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Alvo e a seta

Minha mente de sua aureola está repleta
Por seus beijos vaporosos que minha alma se completa
Assim meu corpo refratário de seu amor se afeta
Pois eu sou o ávido alvo e você a plácida seta

Amor, tu és meu alento,
Tu és meu lenitivo vento
Tu és minha proeminência de propósito,
Tu és meu amadurecer neófito...

Orgulho


Demasiado orgulho próprio
São passos peregrinando ao ópio
De uma estrada de nada
Em uma neblina enfada

Onde a incerteza é irrefutável
Onde o deplorável é esmaltável
Onde atenuação é ofuscada
Onde ofuscação é atenuada

Analogias enfim se esvaecem
Pois pela bruma os olhares fenecem
Sem hesitar o atrelar das pálpebras insolentes

Antologias enfim se entenebrecem
Pois pela escuma os amares enternecem
Sem evitar o controlar das álgebras veementes

terça-feira, 17 de maio de 2011

Flores de lãs

Flores de lãs
Respondem minhas cãs
Nas minhas manhãs
Por serem tão sãs

Desmentindo minha percepção
Desmentindo meu crer de solidão
Desmentindo minhas lagrimas do chão
Por você ser minha sofreguidão em razão a convulsionar meu quebradiço coração

Assim então... Minha vida
Na tua contida
É tão proferida
Quanto alarida

É tão perdida
Quanto atrativa
É tão sensitiva
Quanto ferida

Mas por suas leniências serem tão sãs
Nestas minhas manhãs
Respondem minhas cãs
Que me aquecem com suas cálidas flores de lãs

*Tu não exististe, mas agradeço-te por boas ilusões a constituírem boas inspirações a se diluírem em algumas poesias...

Bruna Antonelo

A cada passo disperso que me distancia de teus lábios lascivos, meu peito se rasga veemente!
Minha garganta se espreme a emergir as lágrimas a escaldar meu rosto intumescente
Mas que por fim a conseqüência
Que por proeminência

Tu expurgaste toda minha translucidez
E assim te concedo-me por inteiro, inclusive minha encontrada candidez
Que antes submergida em minha casca álgida e solidificada
Mas com teu amor ela se findou liquidificada

Diluída as minhas mornas lástimas 
Por minhas leniências a ti serem tão ávidas
Resume-se em saudade enfim
E por não conseguir conjeturar o fim

Apenas o passado
Onde eu me encontro afagado
Por toda sua benevolência reciprocamente revigorante
Mesclado ao nosso amor ofegante

Mas hoje... Na tua ausência, teu rosto propaga em todas as imagens
Não importam quantas destas tuas viagens
Nesta minha abstinência de ti, basta fechar os olhos para te encontrar

Entrever-te desnuda, com um rosto afável sem hesitar em me amar!
Preciso aprender a me suportar, quando acordar...
Onde meus olhos não podem te alcançar...

* Apenas te agradeço a me conceder o discernimento em que eu possuo a envergadura de amar. Adeus Bruna.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sua letargia

Se meu amor a ti resplandecesse
Despertará quando meus afetos lhe incidirem
Mas não quero que minhas palavras de romantismo se exalem ao universo do desinteresse
Vou esperar seus olhos se despirem

domingo, 17 de abril de 2011

Lisura

Tenha vergonha por cada segundo em que suas sinceras palavras estão sendo emersas
Mas tenha empáfia por cada segundo em que elas estão sendo sinceramente ouvidas
Tenha vergonha por cada alegria nas lagrimas submersas
Mas tenha empáfia por cada uma que ao seu rosto estão sendo escorridas

Ao mar que afoga minhas propostas

Vedar o mar
Inunda meu lar
Pois beijando minha pálpebra encontro meu par

Escarlates ao chão
Contradizem o azul da minha visão
Oh alucinação

Ou talvez, apenas a vida cuspiu suas amostras
Quando meus pés afagavam minhas costas
Ao mar que afoga minhas propostas

Realistas

Pudera ser úteis os que a morte opitaram
Pois com o mundo nunca se conformaram
Onde vedem um caixão mais confortável
Onde na putrefação, consigo é mais amável
Pudera se na desistência não incidissem
Presumir que suas felicidades existissem
Concertando a vida irrefutavelmente caótica
Despertando pessoas diluídas as suas rotinas narcóticas
Mas foram preferíveis suas individuais soluções
Quando as supostas uniões não enxergavam suas extenuações
Sendo assim... Propagam no espesso vazio
Propagam no tudo macio
Propagam em nossas teorias relativas
Propagam em suas praticas afirmativas
Propagam... Apagam... Criam
Alinham... Oscilam...
Assimilam... Afagam...
Propagam...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Guaiba

Seguindo caminhos oblíquos
Mantêm-se improfícuos
Vivem a vida alheia
Instigando suas invejas qual incendeia
                                       
Na busca pela cura de seus egos
Visões de si mesmos, mantêm-se cegos
Anseiam pelos defeitos dos outros para debruçarem
Escárnios aos disparates dos próximos para aos seus amenizarem

Desconhecem os seus propósitos
Psicologicamente ainda neófitos
Seus corpos não reluzem suas mentes amarfanhadas

Incitam-se falsidades para sobreviver
Qual a verdade não é o suficiente para ser
Por seus conceitos, suas éticas estão definhadas

*Apenas a singela e crédula maioria (:

sábado, 9 de abril de 2011

Seja meu viver por nós

Conceber-me-á quando sentir meu abraço sem te tocar
Ouvir meu silêncio iminente
Abrangendo-o eloqüente
Enfim submergirá ao meu amor por ti amar

Minha boca que não há nada para emergir
Vem antes das minhas mãos que emudecem
E quando crer que minhas declarações fenecem
Olhe para meus olhos e veja que eles ainda podem sorrir

Seja o alento de minha face emaciada
Seja o tormento de minha dormência ansiada
Corporifique meu otimismo ao seu cós

Seja meu cinismo por rubor
Seja meu eufemismo por dor
Seja meu viver por nós

*Minha real esperança é poder dizer isso nos olhos de alguém

Cândidas prostitutas

Cultivam os contingentes deleites dos sexos...
Voluptuosidades!
Não se obtêm nexos...
Inconformidades!
Apenas os deixam perplexos...
Promiscuidades!

Oh mulheres dos prazeres que tão cultas;
Oh mulheres astutas;
Oh cândidas prostitutas...

Prezam a cobiça em massa de homens
Sem relações com seletos
Ao molho da carne eles somem
Rasgando seus lábios por supostos afetos
Fazem os vomitar no que comem

Oh mulheres dos prazeres que tão cultas;
Oh mulheres astutas;
Oh cândidas prostitutas...


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tempo não existe

Idade mental é dita pela quantidade e intensidade dos fatos percorridos,
E também acrescentada por proporções de suas assimilações em seus vividos,
Não pelo tempo! Não por números!
Não pelo ostento! Não por túberos!

Pois o tempo não existe, ele nada mais é que um pretexto por suas feridas,
Pretexto por suas lagrimas não serem mais ardidas,
Pretexto da sua evolução!
Pretexto da sua regressão!

Seus cérebros concebem seus fatos em seqüência, organizando um passado,
Pelas horas imaginam a data da falência, mas nenhum segundo foi atravessado,
Seu corpo morre devido à gravidade, mas a mente persiste,
Somos sábios se quisermos, pois o tempo não existe!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Linda imaginação


A uma sociedade previsível,
Descarto deparar alguém afável,
Evado meu lado sensível,
Por não encontrar alguém... Por si amável!

Critério alheio que já infame,
Generaliza-me um conceito irrefutável,
Quimérico, pois é possível que se clame,
Obter-te a mim... Por si amável!

Seus olhos em fulgores ascendem os meus entenebrecidos,
Vejo em nos um futuro que antes permanecia ofuscadamente assimilável,
Liquefazendo meu coração que antes enrijecido,
Á tu existir... Por si amável!

Algo tão infindo reconhecendo-me pasmo,
Sob sua tez vejo alguém á mim confiável,
Não fenece nem ao meu sarcasmo,
Eclodistes em meu peito... Por si amável!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sombra


Às vezes enxergamos apenas a claridade atenuada pela interposição de um vulto
Entre ela, para que quando o corpo... Seja temperado com ornamentos de imaginação!
Pois seria um insulto
Não discernir com um pouco de coração

Que tantas circunstâncias fulgidas
Qual a realidade logo se reluz
Mas a precedência está nas lúridas
Por suas esperanças se encontrarem na ausência de luz


* Tenho proferido nesta poesia o simples fato da esperança eclodir apenas na sombra, ou seja no que de certa forma desconhecemos a realidade, a uma  seleta concebição positiva no escuro, pois o claro nos mostra todas as reais possibilidades e muitas vezes insuportaveis... (:

Mãe

Mãe! Empurre-me para esta estrada
Enquanto meus pés escorregam na escuma de meu nada
Mãe! Empurre-me para meu nada
Enquanto meus pés escorregam na escuma desta estrada


*Esses versos dedico à minha mãe por dias quais nem da inércia submersa de meus lençóis enfados não levantava, por diversos tipos de sofrimento cujo só ela amenizava...

Mente

O que queres de toda esta minha escassez?
Lamber meus restos de candidez?
Apetecer-me sua languidez?
Ou então fazer de ti a minha vez?

Apenas um degrau para flutuarmos na casca fragmentada do universo
Cujo apenas é beijar sua nuca ao nosso frenesi submerso
E então me ceder a sua concessão por felicidade
Mas, estupefato vejo...  Que você não pertence a minha realidade

Então me findo ávido, ácido
Esquálido,
Por apenas minha mente…
Doente, imprudente,

Pálido, sádico
Abrasadamente
Plácido,
Por apenas minha mente…
Doente, imprudente

Ávido, acido
Abrasadamente
Esquálido,
Por apenas minhas mente

Sonhei cansado,
Alarmado, beijei!
Amei amado

Consternado, renunciei!
Acordei perturbado
Odiado, agonizei!

Então me findo cansado, alarmado
Amado,
Por apenas minha mente…
Doente, imprudente

Consternado, perturbado
Abrasadamente
Odiado,
Por apenas minha mente…
Doente, imprudente

Cansado, alarmado
Abrasadamente
Amado
Por apenas minha mente

Sonhei ávido,
Ácido, beijei!
Amei esquálido,

Pálido, renunciei!
Acordei sádico,
Plácido, agonizei!

Então me findo cansado, alarmado
Amado,
Por apenas minha mente
Doente, imprudente

Consternado, perturbado
Abrasadamente
Odiado,
Por apenas minha mente
Doente, imprudente

Cansado, alarmado
Abrasadamente
Amado
Por apenas minha mente

* Essa poesia e música, concebe um pouco de minha mente e o que passo com ela (: